Figuras públicas brasileiras utilizaram discursos preconceituosos contra pessoas em situação de vulnerabilidade, associando a pobreza à falta de capacidade eleitoral. As falas, que ocorreram nas últimas semanas, geraram críticas sobre a insensibilidade social e o ódio direcionado a trabalhadores.
A questão do poder, segundo a análise, está ligada ao dinheiro, o que gera disparidade entre quem é servido e quem está em situação de subserviência. Um influenciador, por exemplo, usou redes sociais para defender que pessoas em situação de vulnerabilidade não deveriam votar. As declarações foram criticadas por sua ignorância, visto que o indivíduo teria acesso facilitado à educação.
Outra figura política, Celina Leão, declarou em reportagem que regiões mais pobres não sabem votar, ligando essa afirmação à falta de educação. O texto aponta que esse tipo de aversão à pobreza se manifesta em diversos atos cotidianos, como ignorar prestadores de serviço ou agredir entregadores.
O autor da matéria afirma que o comportamento de desdém é recorrente no país, sendo reproduzido por gerações. A sociedade, nesse aspecto, demonstra um “adoecimento coletivo”, onde a necessidade individual se sobrepõe à dor do próximo. O texto conclui que, apesar das desigualdades, o destino final é o mesmo para todos os cidadãos.

