O filho de um belga que morreu em incêndios florestais na Espanha contestou as alegações das autoridades de que seu pai ignorou orientações. O virologista belga afirmou que os serviços de emergência não forneceram qualquer instrução ao grupo antes do avanço das chamas na vila de Bedar, na província de Almeria.
O filho, Thomas-Wolf Verdonckt, disse a veículos de comunicação que conversou com seu pai, empresário, pouco antes das 21h de quinta-feira (9), enquanto o fogo avançava sobre Bedar. Stanislas Verdonckt estava entre as vítimas encontradas em um vale próximo à região de Paraje el Curato. Verdonckt declarou que “As pessoas que morreram não deixaram de seguir nenhuma ordem porque nenhuma ordem foi dada. Nenhuma informação foi fornecida”.
As autoridades, contudo, afirmam que funcionários locais e policiais orientaram os moradores sobre a evacuação ou sobre a permanência nas casas, conforme a evolução do fogo. O prefeito de Bedar, Angel Collado, disse que recomendou ao grupo que permanecesse abrigado no local. O governo regional da Andaluzia e a Guarda Civil espanhola não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Ao todo, 12 pessoas morreram no incêndio, sendo a maioria estrangeiros. Segundo Verdonckt, o grupo tentou sair de carro na noite de quinta-feira (9), mas foi bloqueado pelas chamas. Após falhar na estrada principal, tentaram fugir a pé, pois as chamas já estavam avançadas.

