Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, criticou as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao afirmar que seu pai, Jair Bolsonaro, está em ‘cativeiro’. A restrição, imposta por Moraes, proíbe visitas ao ex-presidente com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições deste ano.
O ministro do STF também vetou qualquer visita por 30 dias, exceto advogados e profissionais de saúde, e impediu a possível visita do presidente da Argentina, Javier Milei. Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos, afirmou em mensagem publicada em rede social que “Meu pai não está numa prisão domiciliar, meu pai está num cativeiro”.
Em outra publicação, o ex-deputado alegou que o objetivo de Moraes seria “terminar o serviço iniciado por Adélio”, referindo-se ao autor da facada sofrida por Bolsonaro em setembro de 2018. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação pela suposta tentativa de golpe de Estado.
A decisão de Moraes foi tomada após o ministro entender que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, não poderia ter lido carta de apoio do pai. Segundo o STF, Bolsonaro não pode veicular conteúdos nas redes sociais, mesmo por intermédio de terceiros, pois a prisão domiciliar não pode “acarretar odiosos privilégios contrários à legislação”.

