O filho de um empresário belga, que morreu em incêndios florestais na Espanha, contestou alegações de autoridades de que seu pai ignorou orientações de abrigo. O familiar afirmou que os serviços de emergência não deram nenhuma orientação sobre a aproximação do fogo na vila de Bedar, na província de Almeria.
O virologista belga Thomas-Wolf Verdonckt disse a veículos de comunicação que conversou por telefone com seu pai, o empresário, pouco antes das 21h, na noite de quinta-feira. O incêndio avançava sobre a vila montanhosa de Bedar, onde o empresário estava entre oito vítimas fatais encontradas em um vale próximo à área de Paraje el Curato.
Verdonckt declarou que nenhuma autoridade informou ao grupo que o incêndio se aproximava ou que seria mais seguro permanecer no local. Ele afirmou: “As pessoas que morreram não deixaram de seguir nenhuma ordem porque nenhuma ordem foi dada. Nenhuma informação foi fornecida”.
As autoridades, contudo, declararam que funcionários locais e a polícia contataram moradores com instruções de evacuação ou abrigo. O prefeito de Bedar, Angel Collado, disse ter solicitado ao grupo, incluindo o empresário, que se abrigassem no local. O governo regional da Andaluzia e a Guarda Civil espanhola não responderam a pedidos de comentários sobre o relato.
No total, 12 pessoas morreram ao tentar fugir dos incêndios quando estes chegaram a Bedar. O filho relatou que o grupo tentou fugir de carro por uma estrada pavimentada, mas foi forçado a recuar pelas chamas, pois não recebeu aviso prévio sobre a direção do fogo.

