A Europa Filmes adiou o lançamento do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, para depois das eleições de outubro. O diretor-geral da distribuidora, Wilson Feitosa, declarou que estrear durante a campanha seria “uma grande cagada” por questões de moralidade e polarização.
Feitosa afirmou que o filme não será lançado antes de novembro, independentemente do resultado do pleito, para que a obra não seja usada como ferramenta de divulgação política. A Europa Filmes planeja um grande lançamento, com estreia em pelo menos 650 salas e 99% das cópias dubladas espalhadas pelo país.
O diretor-geral apresentou três cenários de público para a obra. O mais pessimista prevê 800 mil espectadores, enquanto o cenário realista aponta para 1,5 milhão a 2 milhões. A otimista sugere que o filme supere os 2 milhões de espectadores. Feitosa também mencionou a resistência de redes de cinema, que temem a polarização e o possível fracasso de bilheteria.
Wilson Feitosa declarou que o filme não possui cunho político, mas sim uma narrativa “humana, sensível, emocionante”. Ele explicou que seu trabalho é apenas distribuir, buscando manter a obra longe da polêmica. Feitosa comentou que uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro pode impulsionar a campanha de promoção do filme após o pleito.

