O filme “As cores do tempo”, dirigido por Cédric Klapisch, traça conexões temporais ao alternar entre o fim do século XIX e o ano de 2025. A trama se inicia com primos reunidos para decidir sobre a venda de uma casa na Normandia, o que os motiva a investigar o passado do imóvel.
A narrativa foca na busca por respostas sobre a família, tendo como ponto central a história de Adèle, personagem interpretada por Suzanne Lindon, que origina a árvore genealógica dos primos. Quatro membros da família são enviados de Paris para lidar com a burocracia e checar o que há na propriedade, despertando seu interesse nos segredos do local.
A obra busca ligar passado e presente, utilizando os mesmos cenários para mostrar situações vividas pelos primos e por Adèle em épocas distintas. O filme demonstra que, embora o comportamento mude em um século, os sentimentos humanos permanecem constantes ao longo da história.
Contudo, a crítica aponta que a saga familiar força excessivamente as conexões. A insistência em sublinhar cada emoção e conduzir cada imagem a uma conclusão pode levar a um tom simplório na obra.

