O fim da moratória da soja pode elevar o desmatamento na Amazônia em 1,4 milhão de hectares até 2035, segundo estudo publicado na revista Science. A perda de vegetação pode gerar emissões de 745 milhões de toneladas de carbono equivalente, um volume comparável ao emitido pelo Canadá em um ano.
Pesquisadores das universidades de Wisconsin, Illinois e DePaul, nos Estados Unidos, em parceria com Greenpeace e WWF-Brasil, analisaram os impactos da moratória, que foi firmada em 2006 e encerrada em janeiro deste ano. As áreas sob risco correspondem ao tamanho de Portugal e Itália.
O estudo indica que o aumento no desmatamento representa um crescimento de 17% em relação ao volume devastado nos últimos dez anos. As emissões associadas à destruição da vegetação podem atingir 745 milhões de toneladas de carbono equivalente.


