O financiamento de pequenas empresas no Brasil é caracterizado por alta concentração em poucos bancos, diferentemente do sistema norte-americano, que possui uma arquitetura institucional mais diversificada. Essa diferença afeta a concorrência e o acesso ao crédito para pequenos negócios.
A literatura econômica aponta que o crédito a pequenas empresas depende de informações qualitativas, o que levou ao conceito de relationship lending. Nos Estados Unidos, essa necessidade é suprida por instituições como os bancos comunitários, que possuem forte atuação regional e conhecimento aprofundado das economias locais, reduzindo assimetrias de informação.
Além dos bancos comunitários, o sistema americano conta com bancos regionais e as Community Development Financial Institutions (CDFIs), que utilizam recursos privados, públicos e filantrópicos para atender segmentos com dificuldade de acesso ao crédito. Cooperativas de crédito também representam um componente importante nesse ecossistema.
No Brasil, embora haja avanços com cooperativas de crédito, fintechs e bancos públicos como o BNDES, a estrutura de intermediação financeira permanece menos diversificada. Especialistas afirmam que maior diversidade institucional tende a aumentar a concorrência, reduzir custos e ampliar a oferta potencial de crédito.

