A Fiscalía detectou falhas claras na cadeia de decisões da Xunta e da Prefeitura de Oímbra, em Ourense, antes do megaincendio. O fogo, o segundo mais destrutivo da Galícia, queimou 23.000 hectares e feriu gravemente três brigadistas.
O Ministério Público aponta “evidentes erros de coordenação e mando” que permitiram a realização de desbastes em estradas do município, mesmo com risco extremo de incêndio. Foi um trator que executava essas tarefas que causou a faísca que desencadeou a tragédia.
A investigação, conduzida pelo Tribunal de Instância de Verín, aponta um trabalhador de empresa privada contratada pelo Governo de Alfonso Rueda (PP) como o único imputado. Contudo, a Fiscalía considera que as acusações contra o operário devem ser sobreseídas.
Com essa análise, o órgão ministerial abre caminho para que sejam dirimidas possíveis responsabilidades das administrações públicas por meio da via civil, focando nas falhas de gestão do evento.

