A Fitch Ratings anunciou que deixará de usar o cenário adverso de guerra envolvendo o Irã como referência para sinalizar possíveis rebaixamentos de classificação de risco. A decisão se baseia na avaliação da agência de que a probabilidade desse quadro se concretizar diminuiu abaixo do nível necessário para justificar o uso como gatilho de rating.
A agência de risco informou que a descontinuação ocorre mesmo após a retomada recente de hostilidades entre Estados Unidos e Irã. Segundo a Fitch, a mudança reflete a percepção de que a desaceleração das tensões prevista em seu cenário-base “nunca seria um processo linear”. O cenário adverso, divulgado em 20 de março, previa um preço médio do petróleo Brent de US$ 100 por barril em 2026, somado a menor crescimento global e inflação mais alta.
Apesar da redução na probabilidade do quadro extremo, a Fitch ressaltou que uma alta relevante do petróleo “continua sendo uma possibilidade” diante da retomada do conflito. A projeção da agência para o Brent em 2026 permanece em US$ 87 por barril, abaixo da média de US$ 88 registrada no primeiro semestre.
O preço da commodity oscilou recentemente. Após um memorando de entendimento entre EUA e Irã em 17 de junho, que favoreceu o fluxo de petróleo, o Brent recuou para cerca de US$ 72 no início de julho. Contudo, desde a retomada das hostilidades, o preço voltou a subir, sendo negociado em quase US$ 87 por barril nesta sexta-feira (17).

