A fome global diminuiu pelo terceiro ano consecutivo em 2025, atingindo 7,8% da população mundial, ou cerca de 645 milhões de pessoas. O avanço, contudo, não é suficiente para erradicar a fome até 2030, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI), divulgado por agências da ONU.
Apesar da redução de 14 milhões de casos em relação a 2024, a recuperação é desigual. A África concentra atualmente cerca de 309 milhões de pessoas em situação de fome, tornando-se a região mais afetada em números absolutos. Mais da metade da população africana enfrenta insegurança alimentar moderada ou grave.
Em 2025, 25,8% da população mundial, totalizando cerca de 2,1 bilhões de pessoas, sofreu insegurança alimentar moderada ou grave. O relatório alerta que conflitos, eventos climáticos extremos e a redução da ajuda humanitária podem comprometer os progressos. As projeções indicam que entre 510 milhões e 520 milhões de pessoas ainda poderão enfrentar a fome em 2030.
Outro desafio é o custo da alimentação. O gasto mínimo médio para uma dieta nutricionalmente adequada subiu para US$ 4,28 por pessoa ao dia. Embora o número de pessoas incapazes de arcar com esse custo tenha diminuído, o acesso permanece limitado, especialmente na África, onde dois terços da população não conseguem pagar por alimentação saudável.

