Ainda não há legislação robusta que impeça empresas de tecnologia de usar conteúdo da internet para treinar IAs generativas sem autorização. Um experimento, porém, utiliza uma fonte com ilusão óptica para dificultar a leitura por sistemas de inteligência artificial.
O experimento, desenvolvido por Eric Lu, utiliza a ‘Ghost Font’, um método que sobrepõe texto a centenas de pontos em uma animação curta. Os pontos que formam as palavras movem-se para cima enquanto os demais descem, criando uma oposição visual que o cérebro humano detecta.
A dificuldade reside no processamento de vídeo pela IA. Enquanto o ser humano percebe o movimento como um padrão contínuo, sistemas de IA analisam o vídeo quadro a quadro. Isso impede que a inteligência artificial decifre a mensagem no estado estático da imagem, o que representa uma vantagem para o criador do conteúdo.
Lu testou o programa com modelos como Claude Fable da Anthropic e GPT-5.6 Sol Ultra da OpenAI, e ambos falharam em identificar o texto real. Contudo, o autor admite que a Ghost Font não é uma solução definitiva, pois é limitada a mensagens curtas e pode se tornar obsoleta se a IA evoluir para analisar vídeos como fluxo óptico.
A questão dos direitos autorais persiste, como evidenciado por um processo movido pela Ziff Davis contra a OpenAI em abril de 2025, alegando infração de direitos autorais no treinamento de seus sistemas de IA.

