Pesquisadores brasileiros e alemães descobriram fósseis de uma nova família de besouros que viveu há cerca de 113 milhões de anos no Ceará. Os achados, feitos na Formação Crato, revelaram três espécies e levaram à criação da família Cratocupedidae.
Os fósseis, guardados em coleções do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), foram analisados por meio de microtomografia computadorizada. A técnica permitiu criar modelos tridimensionais, revelando detalhes das pernas, do tórax e das peças bucais dos insetos.
Segundo Gabriel Biffi, pesquisador do Museu de Zoologia da USP, a preservação dos fósseis permitiu identificar que os besouros pertenciam ao grupo Archostemata. A nova espécie recebeu o nome de Cratocupes scabrosus, em referência à Formação Crato e à sua textura rugosa.
Os Archostemata são um grupo antigo de besouros, cujos registros fósseis nunca haviam sido documentados na América do Sul. Os achados na Formação Crato mostram que esses insetos viviam em florestas tropicais durante o período Cretáceo, época em que o continente Gondwana ainda estava unido.

