Fotógrafos de todo o mundo estão criando conteúdo sobre a Copa do Mundo de 2026 utilizando imagens capturadas de televisão, após terem seus credenciamentos negados. A prática, iniciada por uma fotógrafa francesa, gerou um movimento viral que engajou atletas e profissionais brasileiros.
A fotógrafa francesa, após ter o credenciamento negado para cobrir as partidas, começou a registrar jogadores e torcida a partir de sua própria televisão. A iniciativa alcançou mais de um milhão de curtidas e inspirou outros profissionais. O astro português, Cristiano Ronaldo, e o atacante francês Michael Olise também participaram da tendência, publicando fotos feitas no estilo televisivo.
O fenômeno também envolveu profissionais que não puderam comparecer aos estádios. Um fotógrafo oficial da seleção de Senegal, por exemplo, realizou o trabalho remotamente, utilizando equipamento profissional apontado para a televisão de um quarto de hotel. No Brasil, o fotógrafo Gil Gomes, que enfrentou burocracia para obter credenciamento, aderiu ao movimento, registrando o último jogo do Brasil contra a Escócia.
Sobre os direitos autorais, o professor Antonio Carlos Morato, da Universidade de São Paulo, explicou que reproduzir o que está na tela não garante direito autoral ao fotógrafo. Ele afirmou que a FIFA sublicencia a imagem às empresas de radiodifusão, sendo necessário um enquadramento que torne a obra original para configurar o direito do profissional.

