O Parlamento da França aprovou, na última segunda-feira (29), uma lei que regula o setor de moda ultrarrápida. A medida impõe multas a empresas que lançam grandes volumes de produtos a preços baixos, em resposta às preocupações ambientais da indústria têxtil.
A legislação francesa cria critérios para identificar companhias do segmento e prevê penalidades financeiras. As empresas enquadradas podem ser multadas em até 6 euros por produto neste ano, valor que pode atingir 10 euros até 2030. Além das multas, a lei proíbe campanhas publicitárias e ações promocionais feitas por influenciadores digitais para essas marcas.
O debate ganhou força devido ao impacto ambiental do setor. Dados da Agência Europeia do Ambiente indicam que os países da União Europeia geraram quase 7 milhões de toneladas de resíduos têxteis em 2022. Defensores da lei afirmam que a produção em larga escala com ciclos de vida curtos aumenta o desperdício de recursos.
Plataformas como Shein e Temu ganharam espaço no mercado francês com preços competitivos. A Shein contestou o enquadramento, alegando usar um sistema de pequenos lotes e reposição conforme a demanda. A França se torna o primeiro país europeu a aprovar regras direcionadas especificamente a este modelo de negócio.

