A fraqueza do dólar, tema recorrente na mídia, não diminui diretamente os benefícios do Seguro Social, que são definidos em moeda americana. Contudo, a desvalorização afeta o poder de compra de aposentados em bens importados e custos de energia, segundo análise de consultoria.
Benefícios do Seguro Social são calculados em dólares e ajustados anualmente pelo reajuste do custo de vida (COLA), que acompanha o índice de inflação CPI-W. A análise aponta que a fraqueza cambial não reduz o valor do benefício doméstico em centavos. O impacto ocorre em produtos e serviços cotados globalmente.
A inflação do PCE registrou alta de 4,1% em maio de 2026, com preços de bens subindo 2,3%. O COLA de 2026 foi de 2,8%, baseado na inflação do terceiro trimestre do ano anterior. Essa diferença entre o reajuste recebido e os preços atuais gera o aperto real no poder de compra.
Para aposentados, a exposição a um dólar mais fraco se manifesta em bens importados, como eletrônicos e vestuário, e em custos de energia. Embora o petróleo seja cotado em dólares, seu comércio é global. A imprensa internacional aponta que a estratégia de diversificação em ações e títulos já oferece exposição indireta a empresas que vendem em diversas moedas.

