O inverno impõe desafios à saúde da pele devido à combinação de temperaturas baixas, vento e ar seco. Para a pele negra, essas condições podem intensificar ressecamento e hiperpigmentação. Um dermatologista orienta que a rotina de cuidados deve ser constante para proteger a barreira cutânea.
Segundo o dermatologista Cauê Cedar, especialista no Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay (RJ), a estação fria exige atenção constante. A redução da umidade do ar e a diminuição da atividade das glândulas sebáceas favorecem a perda de água, tornando a pele mais vulnerável. Na pele negra, esse processo pode causar perda de viço e opacidade.
O especialista explica que a pele negra possui particularidades na barreira cutânea, com menor presença de ceramidas, lipídios essenciais para a hidratação. Qualquer irritação ou ressecamento pode resultar em manchas escuras residuais. Para combater isso, ele recomenda limpeza suave, uso de hidratantes adequados e aplicação de protetor solar, mesmo em dias sem sol.
Outro ponto de atenção são os banhos. Banhos quentes removem a camada lipídica protetora, agravando o ressecamento. O ideal é optar por banhos mornos e curtos, de cinco a dez minutos, seguidos de hidratação. A alimentação, rica em ômega-3 e vitaminas A e C, também auxilia no fortalecimento da barreira cutânea.

