A fumaça proveniente de incêndios florestais no Canadá, combinada com uma onda de calor, disparou alertas de saúde pública em regiões do nordeste dos Estados Unidos. Cidades como Chicago, Nova York e Detroit operam planos de emergência devido à poluição atmosférica.
O indicador nacional de qualidade do ar, que mede a presença de ozônio e partículas, apontou para um índice perigoso em três das cidades mencionadas. Em Chicago, por exemplo, o índice ultrapassou 540, sendo a escala considerada pior possível a partir de 301 pontos. A Organização Mundial da Saúde explica que partículas inaláveis finas, vindas dos incêndios, estão ligadas a mortes prematuras e podem agravar doenças em pulmões, coração e outros órgãos.
Em Nova York, o prefeito Zohran Mamdani pediu que a população evite sair de casa, afirmando que todos podem sentir efeitos na saúde. A prefeitura distribuiu máscaras N95 em locais públicos. Além disso, foram abertos 600 centros de resfriamento para atender à onda de calor, que já gerava alertas nas regiões.
A situação é agravada pelo calor, que dificulta a dissipação da fumaça. Enquanto isso, políticos republicanos utilizam o tema para criticar o governo canadense. Um senador de Ohio afirmou que pautará um projeto de lei para sancionar o Canadá e as autoridades responsáveis pelo impacto da fumaça.

