Funcionários da Starbucks Coreia criaram o primeiro sindicato da história da rede no país. A organização surge em meio à controvérsia gerada pela campanha promocional “Tank Day”, lançada em 18 de maio, que remete ao Levante de Gwangju.
A rede sul-coreana representa o terceiro maior mercado da Starbucks globalmente, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. A ação publicitária gerou forte reação negativa por associar-se a um dos períodos mais traumáticos da história recente da Coreia do Sul, marcado pela repressão militar.
A repercussão do caso forçou mudanças na direção da empresa, levando à renúncia do diretor-presidente da Starbucks Korea. Além disso, mais de 2 mil lojas foram fechadas antecipadamente no mês passado para que os colaboradores participassem de sessões educativas sobre o significado histórico do Levante de Gwangju.
O novo sindicato, representado pela Federação Coreana dos Sindicatos dos Trabalhadores das Indústrias Química, Têxtil e Alimentícia, declarou que sua criação visa proteger os direitos dos empregados. O grupo afirmou que a empresa ignorou solicitações de melhoria nas condições de trabalho e implementou promoções onerosas, apesar dos protestos da categoria.
A Starbucks Korea informou que manterá diálogo com a nova entidade sindical, em conformidade com a legislação vigente. A companhia emprega cerca de 23 mil pessoas no país, e o sindicato é o primeiro desde a chegada da rede ao mercado sul-coreano, em 1999.

