A Video Game History Foundation afirmou que a pirataria se configura como o único método viável para a preservação de videogames. A organização atribui o problema à recusa de empresas de jogos em manter conteúdo legado disponível ou permitir repositórios legais para arquivistas.
O fundador da Fundação, Frank Cifaldi, declarou que o fim dos jogos físicos da Sony, que serão digitais a partir de 2028, gera preocupação sobre a dificuldade de preservação dos títulos. Contudo, Cifaldi explicou que a maior parte dos jogos dos últimos vinte anos já é digital, e a Fundação nota que muitos títulos exigem atualizações para serem jogáveis.
Segundo a Fundação, a principal barreira é a ação da Entertainment Software Association (ESA), que atua em defesa dos editores de jogos. A organização acusou a ESA de bloquear repetidamente tentativas de instituições de patrimônio cultural de reformar a legislação de DRM.
A Fundação também criticou o processo de preservação da Biblioteca do Congresso, que exige apenas trechos pequenos de código-fonte. A organização solicitou que os grupos de comércio oferecessem soluções concretas para que museus e arquivos possam preservar conteúdo digital de forma legal e acessível para pesquisa.

