O fundo imobiliário RBVA11 utiliza o reposicionamento de ativos para transformar imóveis de antigas agências bancárias em espaços comerciais diversificados. A estratégia permite destravar valor em propriedades localizadas em pontos estratégicos, como restaurantes e supermercados.
Alexandre Rodrigues, gestor do RBVA11, explicou que a tese do fundo foca na qualidade da localização e no potencial de adaptação dos imóveis, e não apenas no inquilino original. Segundo Rodrigues, os bancos escolhem locais de grande fluxo, o que facilita a ocupação por novos locatários após a devolução do espaço.
O portfólio do RBVA11 passou a receber diversos segmentos, incluindo academias, farmácias, supermercados, estúdios de pilates e operações de self storage. Rodrigues comentou que é necessário encontrar a “narrativa certa, o cliente certo, no timing certo” para realizar boas locações.
Um exemplo em Belo Horizonte ilustra o potencial: um imóvel de 4 mil metros quadrados, antes agência bancária, recebeu propostas de compra entre R$ 18 milhões e R$ 19 milhões. Após a desocupação, o espaço foi alugado a um supermercado, e o mesmo ativo passou a receber sondagens de R$ 30 milhões a R$ 32 milhões.
Rodrigues avalia que os fundos de renda urbana têm vantagem estrutural por serem mais pulverizados que setores como galpões logísticos, e apresentam maior liquidez em comparação com grandes edifícios corporativos.

