Os fundos constitucionais de financiamento fortalecem a competitividade da indústria nacional e estimulam investimentos, mas não são suficientes para compensar os efeitos da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, disse Kleber Pacheco de Castro, gerente de Política Econômica da CNI, nesta quinta-feira (16).
A entidade acompanha os impactos da medida sobre a indústria exportadora e avalia que o aumento das tarifas agrava um cenário já deteriorado. Segundo Pacheco de Castro, “dificilmente um crédito mais barato vai conseguir compensar o tamanho do impacto que essa tarifa pode ter na indústria brasileira voltada para a exportação”. O levantamento da CNI indica que os fundos são usados principalmente para aquisição de máquinas, equipamentos e ampliação de instalações, o que gera ganhos de produtividade e empregos.
A pesquisa revelou elevado grau de satisfação entre as empresas que utilizaram os recursos, com a maioria planejando usá-los novamente. Pacheco de Castro declarou que os fundos cumprem o propósito de gerar desenvolvimento e crescimento econômico, fortalecendo as indústrias regionais e ajudando setores exportadores a acessar novos mercados.
Embora os financiamentos não neutralizem os efeitos imediatos das tarifas americanas, eles podem fortalecer a indústria no médio e longo prazo, ampliando a competitividade e reduzindo a dependência de mercados específicos. Contudo, a pesquisa identificou entraves, como o desconhecimento sobre os fundos, dificuldades na contratação e burocracia bancária, que limitam o acesso ao crédito.

