Milhares de iranianos lotaram o complexo de orações em Teerã, no sábado, 4 de julho de 2026, para ver o caixão do aiatolá Ali Khamenei. Ele faleceu em fevereiro durante os primeiros ataques aéreos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A cerimônia inicia uma semana de procissões organizadas pelo governo iraniano.
Os fiéis, vestidos de preto e com bandeiras da República Islâmica, carregaram retratos de Khamenei e de seu sucessor, Mojtaba, que não aparece em público desde que assumiu o cargo. O caixão foi exposto sob vidro ao ar livre, ao lado dos caixões de sua filha, genro, nora e neta de 14 meses, que morreram junto com ele.
Embora o islamismo exija sepultamento em até um dia após a morte, o rito foi adiado devido ao risco de realizar grandes cerimônias durante o conflito. O enterro ocorreu após a conclusão do acordo de trégua. A multidão manifestou apoio ao regime, entoando slogans contra os Estados Unidos e citando a “rixa sangrenta com os Estados Unidos”.
O governo planeja mobilizar milhões de pessoas ao longo dos próximos dias. A programação prevê uma procissão no centro de Teerã em 6 de julho. Os restos mortais serão levados a Qom, centro do islamismo xiita, em 7 de julho, e seguirão para o Iraque, nas cidades de Najaf e Kerbala, em 8 de julho. O corpo retorna ao Irã em 9 de julho para ser enterrado em Mashhad.

