Pesquisadores descobriram um ecossistema vasto e complexo sob os Grandes Lagos, contendo vermes, tardígrados e fungos que consomem rocha. A descoberta, detalhada em estudo publicado em veículo de comunicação, revela vida abundante em profundidade, desafiando crenças anteriores sobre o subsolo.
A equipe extraiu água de poços de gás perfurados entre 650 e 1.650 pés no Antrim Shale, formação geológica que abrange toda a região dos Grandes Lagos. A datação isotópica indica que a água se originou da Era do Gelo, sem contato com a superfície há mais de 11 mil anos. O estudo catalogou 689 espécies únicas de fungos, incluindo 13 recém-descritas.
Os achados mostram que os organismos não são escassos. Um único gotejamento de água continha cerca de 250 células fúngicas, totalizando mais de 12 trilhões em uma piscina olímpica. Além dos fungos, foram documentados vermes minúsculos e tardígrados, conhecidos por sua resistência em ambientes extremos.
Os resultados complicam a compreensão sobre o sequestro de carbono. Se fungos e bactérias convertem carbono em gás, os espaços subterrâneos podem ser mais biologicamente ativos do que se teoriza. Segundo o pesquisador Quinn Moon, os achados desafiam a ideia de que o subsolo profundo é inóspito para vida complexa.


