O futebol, como esporte de massa, gera emoções nacionais e sentimentos de identificação com a pátria. Esse mecanismo, chamado de nacionalismo trivial por Michael Billig, funciona como veículo de integração em países com grande fluxo migratório, como a Argentina.
O fenômeno cria uma dicotomia entre ‘nós’ e ‘eles’, gerando unidade e símbolos duradouros. Segundo a análise de Alejandro Quiroga, o futebol espanhol transformou-se de um símbolo de insucesso para um emblema de uma sociedade moderna e pluricultural.
Essa transformação simbólica na Espanha buscou renovar ou resignificar o repertório identitário, mesmo sem convencer toda a população. O esporte, portanto, atua na construção de narrativas coletivas.

