O gaitista Maurício Einhorn, de 94 anos, declarou que deseja morrer em cena, mantendo uma agenda de apresentações intensa. O músico, considerado um dos arquitetos do samba-jazz, segue ativo após mais de 70 anos de carreira.
Einhorn, que se apresenta no Dolores Club nesta quinta-feira (16) e no Teatro Café Pequeno no dia 26, afirmou que seu combustível para seguir é a troca com musicistas de diferentes gerações. Ele já tocou com nomes como Stan Getz, Sarah Vaughan e Tom Jobim, citando a aproximação com o compositor como um dos maiores prazeres.
Nos palcos, o repertório do gaitista mescla clássicos autorais, como “Batida diferente”, com standards internacionais, como “Take the ‘A’ train”, de Duke Ellington. Ele comenta que compõe praticamente todas as noites, chegando a criar vinte músicas novas em uma noite durante insônia.
O músico trata a música como sua religião. Ele declarou que, se pudesse fazer mais pelo trabalho, gostaria de ser convidado para falar na ONU, pois acredita que a música impede o pensamento em guerra. Sua maior alegria atual, segundo ele, é quando o público pede bis.

