O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, com vigência a partir de 1º de agosto. A mudança pode impactar veículos antigos e importados, enquanto carros flex fabricados após 2003 devem apresentar baixo efeito no uso diário.
O impacto da nova composição varia conforme o modelo do veículo. Engenheiros mecânicos explicam que carros flex modernos possuem gerenciamento eletrônico avançado, projetado para operar com ampla faixa de teor de etanol, o que minimiza alterações no dia a dia. Contudo, o efeito imediato para todos os motoristas é o aumento no consumo, visto que o etanol gera menos energia por litro queimado que a gasolina.
Os problemas mais graves atingem veículos carburados com mais de 30 anos, carros dos anos 90 movidos apenas a gasolina e modelos importados não flex. Nesses casos, a maior concentração de etanol pode acelerar a corrosão de peças metálicas e do tanque de combustível, causando desgaste prematuro.
A medida possui motivação geopolítica, ligada ao reaquecimento de conflitos internacionais e ao fechamento do estreito de Hormuz. Especialistas afirmam que o objetivo do governo é segurar a inflação, beneficiando a população de baixa renda, além de reduzir a emissão de gases do efeito estufa, já que o etanol é menos poluente que a gasolina.

