O gasto com carros na China caiu 12,6% no primeiro semestre de 2026, atingindo 1,97 trilhão de yuans (US$ 290 bilhões). A queda, a maior entre bens de consumo, ocorreu devido à redução de subsídios governamentais e à imposição de um imposto de 5% sobre Veículos de Nova Energia (NEVs).
A contração no mercado automotivo chinês reflete a mudança de foco das autoridades de Pequim. O governo está migrando de políticas de subsídio à compra de veículos para o desenvolvimento do mercado de reposição automotiva, um setor pouco explorado.
Segundo dados do Departamento Nacional de Estatísticas, as vendas domésticas caíram 21,1% no mesmo período, totalizando cerca de 9,9 milhões de unidades. Essa recessão se deu após o início de 2026, quando as autoridades reduziram significativamente os subsídios e aplicaram o imposto sobre NEVs, encerrando uma isenção de uma década.
Em resposta, formuladores de políticas emitiram diretrizes para impulsionar o consumo através do mercado de reposição, abrangendo modificação de veículos, reparos e aluguel. Especialistas apontam que essa mudança representa uma transição do consumo de bens para o consumo de serviços, alinhada ao aumento do PIB per capita do país.

