Gastos corporativos em inteligência artificial estão direcionando-se majoritariamente a modelos proprietários, segundo uma pesquisa de executivos de tecnologia. O estudo indica que modelos fechados representam 89% do gasto empresarial em IA, contra 11% dos modelos de código aberto.
A discussão sobre inteligência artificial transcende a performance dos modelos, focando no controle do futuro da tecnologia. Enquanto defensores do código aberto argumentam que modelos livres democratizam o acesso e reduzem custos, os dados de investimento corporativo mostram um caminho diferente. De acordo com uma pesquisa de executivos de tecnologia, o investimento em modelos de código aberto caiu de 19% para 11% no último ano.
Os modelos fechados, por sua vez, cresceram de 81% para 89% dos gastos empresariais. Em janeiro de 2026, 36% das empresas preferiam modelos de código fechado, enquanto 30% optavam por modelos de código aberto. Esse aumento de investimento está concentrado em empresas como OpenAI, Anthropic e Google.
Os executivos também relataram um aumento nos gastos médios anuais com LLMs, que subiram de US$ 4,5 milhões para US$ 7 milhões em dois anos, com projeção de crescimento de 65% para 2026. Analistas apontam que o custo de migração e a integração em sistemas de produção favorecem os provedores estabelecidos, criando um efeito de aprisionamento.

