Os brasileiros gastaram US$ 12,5 bilhões em viagens internacionais no primeiro semestre de 2026, o maior valor registrado desde 1995, segundo o Banco Central. O aumento foi impulsionado pela valorização do real frente ao dólar, que reduziu o custo de serviços e bens em outros países.
O montante desembolsado entre janeiro e junho superou o recorde anterior para o período. No primeiro trimestre, as despesas somaram US$ 6,04 bilhões, representando um avanço de 21,9% em comparação com os US$ 4,96 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Economistas explicam que a forte desvalorização do dólar frente ao real em 2026 diminuiu o custo de passagens, hospedagem e alimentação. Além do câmbio favorável, a ampliação de rotas aéreas e a recuperação do setor de turismo também contribuíram para o crescimento das despesas.
Os dados do Banco Central mostram que, apesar do crescimento das receitas de turistas estrangeiros no Brasil, o país mantém déficit na conta de viagens. Em maio, por exemplo, os gastos de brasileiros no exterior foram de US$ 2,1 bilhões, contra US$ 800 milhões em receitas de visitantes estrangeiros.

