Colocar alimentos quentes na geladeira não danifica o motor em condições normais, mas a prática exige cuidados para preservar os alimentos e reduzir o consumo de energia. O maior risco reside no choque térmico que pode ocorrer nas prateleiras do aparelho.
Quando um alimento quente é inserido no refrigerador, os sensores detectam o aumento de temperatura e acionam o compressor para restabelecer o resfriamento. Em modelos convencionais, o equipamento permanece ligado por mais tempo. Esse processo, quando esporádico, dificilmente causa danos ao motor, mas o hábito não é recomendado.
Armazenar alimentos muito quentes faz com que o sistema de refrigeração trabalhe por mais tempo, elevando o consumo de energia e o desgaste natural dos componentes. Além disso, o calor liberado pode elevar a temperatura interna, prejudicando a conservação dos itens já guardados.
O cuidado mais importante envolve as prateleiras. Panelas retiradas do fogão podem ultrapassar 100°C na base. Ao serem apoiadas sobre o vidro frio, ocorre um choque térmico que pode trincar ou quebrar o vidro temperado. O contato frequente com recipientes quentes também pode deformar peças plásticas internas.
Para guardar alimentos quentes com segurança, a recomendação é aguardar alguns minutos para que o alimento perca o calor intenso. Sugere-se transferir os alimentos para recipientes menores e mais rasos, ou utilizar um descanso térmico se o recipiente ainda estiver morno.

