A General Fusion, empresa de energia de fusão, estreou na Nasdaq, tornando-se a primeira companhia do setor a abrir capital em bolsa. O lançamento coincidiu com um relatório que indicou que o financiamento privado para empresas de fusão somou US$ 4,5 bilhões nos últimos doze meses.
O interesse no setor cresceu com a demanda energética de data centers de inteligência artificial. Empresas buscam criar e conter plasma, o estado da matéria superaquecido necessário para a fusão atômica. O setor, que já recebeu mais de US$ 13,3 bilhões de capital de risco em cinco anos, está migrando o financiamento do apoio governamental para o setor privado.
O relatório da Fusion Industry Association detalha 56 empresas globais que trabalham com fusão. Entre elas, destacam-se a General Fusion, com cerca de US$ 500 milhões em financiamento público, e a Helion Energy, que levantou US$ 1,5 bilhão. O marco de ‘breakeven científico’ ainda não foi atingido por uma iniciativa privada.
Quatro empresas baseadas no Noroeste do Pacífico foram citadas: Avalanche Energy, com meta de planta piloto em 2030; General Fusion, com meta de produção de condições de fusão em 2028; Helion, que visa a comercialização em 2028; e Zap Energy, que também desenvolverá fissão nuclear.

