Pessoas com idade entre 50 e 79 anos alcançaram participação inédita na economia brasileira, respondendo por um quinto da renda do trabalho do país em 2024. O avanço, revelado em estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), está ligado ao maior nível de escolaridade e à permanência desses trabalhadores no mercado.
A faixa etária 50+ demonstra maior atividade profissional, distanciando-se da ideia de aposentadoria precoce. Em 2016, essa parcela representava 18,4% da renda do trabalho nacional. A análise, contida no livro “Brasil velho: bomba fiscal ou vetor de inovação e desenvolvimento?”, aponta que a experiência e a qualificação são fatores decisivos para a ocupação de cargos de liderança.
Empresas relatam o valor da maturidade desses profissionais. Um diretor de Assuntos Institucionais de uma montadora afirmou que profissionais mais experientes frequentemente ocupam posições de liderança, dependendo da qualificação. Na Portocel, por exemplo, 81 colaboradores acima de 50 anos compõem 22% do quadro atual, atuando em funções administrativas, técnicas e operacionais.
Para as organizações, a geração 50+ agrega maturidade, comprometimento e equilíbrio emocional, o que acelera a tomada de decisões. Lorena Furieri, diretora Administrativa de uma empresa voltada ao público 49+, comentou que observa pessoas mais ativas que encaram desafios e mudam de carreira após os 50 anos.

