A renda fixa liderou o primeiro semestre de 2026, com o CDI rendendo quase 7% e superando o Ibovespa. Diante da Selic projetada em 14% ao ano e do juro real no maior patamar desde 2008, gestoras recomendam ajustes no portfólio para os próximos seis meses.
Os títulos pós-fixados, como Tesouro Selic e CDBs atrelados ao CDI, permanecem recomendados para quem busca liquidez e baixo risco. Com a taxa Selic em trajetória de alta, o pós-fixado oferece rendimento sem depender da direção dos juros, sendo ideal para reserva de emergência em um período de volatilidade eleitoral.
A principal aposta do consenso recai sobre os títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+. Com o juro real acima de 8%, há uma janela para travar rendimentos reais por vários anos. A preferência é por vencimentos intermediários, entre cinco e dez anos, com a ressalva de carregar o papel até o vencimento.
No mercado de ações, a palavra de ordem é seleção de ativos (stock picking), priorizando setores defensivos como bancos, elétricas e saneamento. O fenômeno El Niño também influencia a alocação, beneficiando geradoras de energia e penalizando o agronegócio. Além disso, analistas apontam uma janela histórica para travar renda fixa em dólar, devido à manutenção dos juros pelo Federal Reserve.


