Gestores do agronegócio devem focar na liquidez dos produtores em vez da geração de caixa, segundo especialistas durante o painel “Do agronegócio a Faria Lima: o futuro do agronegócio brasileiro”, realizado na Expert XP 2026.
Paulo Mesquita, sócio e gestor do núcleo de Agro da Riza Asset, afirmou que a empresa mantém um perfil conservador, buscando operações com grupos sólidos e bons controles. Mesquita detalhou que a gestora utiliza o modelo “sale & leaseback” em negócios com terras, comprando o imóvel e arrendando-o ao mesmo produtor que o vendeu.
Gustavo Gomes, gestor de Fiagro na XP Asset, comentou que, apesar do que parece um contrassenso, há oportunidades no setor, e a prioridade é viabilizar negócios com parceiros que possuam liquidez. Ele declarou que “Liquidez é mais importante até que geração de caixa”.
Pedro Freitas, sócio e head de Agro na XP, concordou com a análise, explicando que o setor é cíclico e exige observação do histórico de liquidez do cliente. Mesquita, por sua vez, manteve otimismo, citando que a produção brasileira de soja, milho, algodão, café e açúcar é a mais barata do mundo, projetando que o Brasil será um grande vencedor no final.

