A gigante britânica de combustíveis fósseis Shell obteve lucros ajustados de US$ 9,84 bilhões no segundo trimestre, impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo gerado pelo conflito no Irã. O resultado supera as expectativas dos analistas e representa o dobro do lucro do mesmo período do ano anterior.
O aumento nos lucros da Shell ocorre em meio à escalada do conflito no Irã, que transformou uma incursão limitada em uma guerra custosa. Além da Shell, empresas como Chevron e ExxonMobil devem apresentar resultados financeiros robustos nesta semana, segundo a imprensa.
O benefício financeiro se estende a outros setores. Grandes bancos, como JPMorgan, registram lucros recordes devido ao alto volume de negociação durante o conflito. Contratadas do Departamento de Defesa, incluindo Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman, também relataram estoques de vendas recordes, impulsionados pela guerra.
Enquanto as corporações lucram, o custo é repassado ao consumidor, que enfrenta preços recordes nos postos de gasolina. A situação evidencia como grandes players do setor de combustíveis fósseis e defesa se beneficiam da instabilidade geopolítica.


