Grandes empresas de mídia e tecnologia buscam os direitos de transmissão das Copas de 2030 e 2034, aproveitando o crescimento do futebol no mercado americano. O interesse aumentou com a expansão do streaming esportivo, e a FIFA deve iniciar negociações com parceiros até outubro deste ano.
O interesse por direitos de transmissão das próximas edições do torneio cresce devido ao avanço do streaming esportivo nos EUA. Atualmente, a Copa de 2026 é exibida por duas empresas: a Fox Sports detém os direitos em inglês, e a Telemundo, da NBCUniversal, transmite em espanhol, refletindo a audiência latina. Segundo Pedro Paiva, correspondente internacional, o futebol tem ganhado espaço no consumo esportivo americano, especialmente entre os jovens.
A expectativa é que as negociações alterem o modelo atual de divisão de pacotes. Empresas como Netflix, Disney, Alphabet, Amazon e Apple são citadas como potenciais interessadas. A FIFA deve começar a se reunir com parceiros até outubro, com a perspectiva de vender a transmissão conjunta para uma única empresa em inglês e espanhol.
Os números demonstram o apetite do mercado. Os contratos atuais da Copa de 2026 somam mais de US$ 1 bilhão, com a Fox Sports desembolsando cerca de US$ 485 milhões e a NBCUniversal, aproximadamente US$ 600 milhões. Para a Copa de 2030, a expectativa de venda é de até 2 bilhões de dólares.
Apesar dos desafios logísticos, como os fusos horários menos favoráveis para a audiência nos EUA nas Copas de 2030 (Portugal, Espanha e Marrocos) e 2034 (Arábia Saudita), o interesse comercial permanece alto, consolidando o torneio como ativo estratégico para a mídia americana.

