Um ginecologista foi investigado pela Polícia Civil da Bahia após uma paciente denunciar que ele utilizou óculos com câmera integrada durante um exame ginecológico em Salvador. O profissional foi preso em 10 de julho, mas foi liberado no dia 12, após passar por audiência de custódia, segundo o Tribunal de Justiça da Bahia.
A prisão ocorreu após a paciente relatar que o médico usava o dispositivo durante o procedimento em uma clínica particular na Vila Laura. O caso foi registrado na Casa da Mulher Brasileira e tramita em segredo de Justiça. O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que sua Corregedoria instaurou sindicância para apurar os fatos.
O filho do médico declarou que o pai utilizava óculos da Meta, que possuem câmera de alta definição. Ele afirmou que o acessório é usado diariamente com lentes de grau e que a câmera só pode ser ativada manualmente, emitindo uma luz visível. O filho negou a existência de qualquer gravação, dizendo que “esse sinal luminoso nunca foi emitido durante suas consultas, pois, como confirmado pela Justiça, não existe nenhuma gravação”.
Inicialmente, a Polícia Militar informou que o médico teria confessado o crime aos policiais. O filho contestou essa informação, alegando que “foram atribuídas a ele uma suposta confissão que JAMAIS EXISTIU, criando uma narrativa falsa e muito danosa”. A corporação policial afirmou que as informações iniciais tinham caráter preliminar, destinadas ao relatório da ocorrência.

