A General Motors (GM) mantém resultados financeiros sólidos, segundo o diretor financeiro Paul Jacobson, mesmo diante das incertezas geradas pelas tarifas comerciais. O executivo afirmou que a disciplina operacional da companhia assegura desempenho consistente, com lucro por ação no primeiro semestre 25% maior que em qualquer período anterior.
Jacobson explicou que o desempenho reflete uma estratégia focada no controle de estoques, na redução de incentivos comerciais e no aumento da eficiência operacional. Esses fatores permitiram à empresa superar desafios como a escassez de semicondutores e os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Apesar do recuo de cerca de 6% nas ações da GM desde o último balanço, Jacobson atribuiu o movimento ao ambiente macroeconômico, citando preocupações com o preço dos combustíveis e as tensões no Oriente Médio. A montadora elevou sua projeção de economia anual de US$ 1 bilhão para um intervalo entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.
Sobre as tarifas, o CFO confirmou que a projeção de impacto permanece inalterada, estimada entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões ao longo do ano. Contudo, ele acredita que acordos comerciais entre os Estados Unidos, México e Canadá podem reduzir a pressão sobre o setor automotivo.

