Goiás registrou uma queda de aproximadamente 40% nos casos de hepatites virais nos cinco primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O estado confirmou 249 casos e 10 mortes no período, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). Apesar da redução, um infectologista alertou que o diagnóstico precoce permanece o maior desafio para cumprir a meta de eliminação da doença até 2030.
O especialista, Marcelo Daher, afirmou que a hepatite é uma doença silenciosa, o que dificulta a identificação de pessoas infectadas antes do surgimento de complicações. Segundo ele, o principal desafio é o diagnóstico, pois os sintomas das hepatites B e C podem demorar anos para aparecer. Em 2025, o estado contabilizou 981 casos e 42 óbitos relacionados à doença.
O Brasil assumiu, junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), o compromisso de erradicar as hepatites virais até 2030. Para atingir esse objetivo, Daher apontou três pilares: diagnóstico precoce, tratamento e vacinação. Ele enfatizou que os maiores esforços devem focar nas hepatites B e C, responsáveis pelas formas crônicas, e defendeu a ampliação da testagem rotineira, especialmente em pessoas acima de 50 anos.
O infectologista comentou que a hepatite C possui índice de cura superior a 90%, enquanto o tratamento da hepatite B permite controlar o vírus e evitar a transmissão. Além disso, a vacinação contra hepatite B tem sido eficaz na redução de casos em crianças, alterando o perfil epidemiológico da doença.

