Na noite de 15 de julho de 2016, dois caminhões com soldados pararam o tráfego em pontes sobre o Estreito do Bósforo, em Istambul. A ação, que gerou especulações sobre uma operação antiterrorista ou manobra militar, é vista como um trauma histórico que fundamentou o hiperpresidencialismo de Erdogan.
O evento ocorreu em uma noite de sexta-feira, quando veículos retornavam de jornadas de trabalho ou buscavam fugir do calor da metrópole turca. A ordem de parada do tráfego, sem explicação imediata, congregou fantasmas da história moderna do país.
A análise aponta que o golpe de Estado fracassado serve como um marco traumático na trajetória política turca. Esse episódio é citado como o alicerce sobre o qual o atual sistema hiperpresidencialista de Erdogan foi construído.

