A porcentagem de gols marcados com cabeceio em partidas da Copa do Mundo caiu de 23,7% em 2018 para 17,9% até a fase de 16 avos de 2026. Pesquisadores da Northeastern University apontam a mudança como reflexo de novas táticas das equipes, embora a técnica ainda seja utilizada.
Os dados coletados pela Northeastern University mostram que, apesar da queda percentual, o uso da técnica não cessou. Em 2026, mais de 11% dos cabeceios resultaram em conversões bem-sucedidas de posse de bola, com uma precisão geral de cerca de 33,5%. Além disso, o número de tentativas de cabeceio em 2026 superou os registros de 2018 e 2022.
Os pesquisadores relataram apenas duas assistências de cabeceio em todo o torneio de 2018 e 2022, contra 10 assistências registradas em 2026 até o momento, com cinco jogos restantes. Especialistas sugerem que o aumento recente pode ser explicado pelo uso de estratégias pré-planejadas em jogadas como escanteios e laterais.
Os gols de cabeça tendem a ocorrer mais no final dos tempos. Cerca de 57% dos gols com cabeceio foram marcados perto do término de cada período. Segundo a Northeastern University, essa ocorrência se deve à busca por chances de pontuação de maior qualidade, com os times avançando para o gol nos minutos finais.

