A empresa Alphabet, Google, está acelerando seus gastos em infraestrutura de inteligência artificial para suprir a demanda de clientes, pois a capacidade de computação se tornou o fator limitante. Segundo a gestão, a demanda por serviços de IA superou a oferta, evidenciada por um backlog de US$ 462 bilhões no Google Cloud.
A necessidade de expansão da infraestrutura de IA transformou a corrida tecnológica em uma disputa por capacidade. O Google não enfrenta dificuldade em encontrar compradores para seus serviços de IA; o desafio reside na produção de poder computacional suficiente para atendê-los. Em 2025, a empresa havia projetado despesas de capital entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões, mas relatou US$ 35,7 bilhões em despesas de capital apenas no primeiro trimestre.
Apesar disso, a gestão elevou a previsão de despesas de capital para o ano inteiro para entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões, pois a demanda excedeu a oferta. Durante uma teleconferência de resultados, o CEO Sundar Pichai afirmou que a receita do Google Cloud seria maior se a empresa tivesse capacidade para atender à demanda dos clientes.
O principal indicativo dessa demanda é o backlog do Google Cloud, que atingiu US$ 462 bilhões, quase dobrando em um único trimestre. A gestão espera que mais de 50% desse valor se converta em receita em 24 meses. Além disso, o número de contratos de mais de um bilhão de dólares assinados em 2025 superou o total dos três anos anteriores.
O problema da empresa não é a captação de clientes de IA, mas sim a capacidade de acompanhá-los. A pressão é agravada pelo fato de que os próprios engenheiros da empresa consomem recursos de IA, criando uma competição interna por recursos de computação.

