O governo brasileiro adotou o entendimento do Ministério das Relações Exteriores (MRE) sobre a possibilidade de ação militar dos Estados Unidos no território nacional. A classificação de facções criminosas como organizações terroristas abre margem para o uso da força americana, embora essa hipótese seja vista como remota frente a sanções econômicas, consideradas mais prováveis.
O MRE informou à Câmara dos Deputados que a classificação das organizações criminosas abre margem para a intervenção militar pelo governo americano. O Palácio do Planalto concorda com a posição do Itamaraty, que considera a possibilidade de uso da força militar dos EUA no Brasil. Contudo, auxiliares do presidente afirmam que sanções financeiras ao país por conta dessa classificação são mais prováveis.
De acordo com a legislação dos EUA, empresas ou pessoas que negociam com grupos terroristas podem sofrer penalidades criminais. Isso pode levar empresas americanas a evitar negócios com setores ligados a essas facções. Investigações recentes da Polícia Federal, da Receita e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) indicaram a infiltração do PCC em áreas como combustíveis e fintechs.
O Ministério da Defesa diverge do Itamaraty e não aponta risco de ação militar dos EUA. A pasta monitora o tema enquanto o ministro da Defesa realiza reuniões internacionais. Em encontro no Peru, o ministro conversou com um vice-ministro de Guerra dos EUA, que afirmou ver o Brasil como um “grande parceiro em potencial” no combate a organizações criminosas.

