O governo federal autorizou o pagamento da equalização de taxas de juros em financiamentos rurais do Plano Safra 2026/27 e em capital de giro para cooperativas agropecuárias. A medida, detalhada em portaria do Ministério da Fazenda, libera operações subsidiadas por recursos do Tesouro Nacional.
O Plano Safra 2026/27 prevê a distribuição de R$ 141,921 bilhões em recursos equalizados para a agricultura familiar e empresarial. Desse montante, R$ 97,561 bilhões serão destinados à agricultura empresarial, com taxas de juros entre 8% e 12,5% ao ano, e R$ 44,360 bilhões para a agricultura familiar, com taxas variando de 0,5% a 7,5% ao ano.
A Fazenda distribuiu um total de R$ 142,466 bilhões em recursos equalizados. Vinte e seis instituições financeiras foram autorizadas a operar esses recursos, sendo uma a mais que na safra anterior. Entre as novas participantes estão o Banco ABC Brasil, Banco BMG e Santander.
A portaria estabelece critérios para financiamentos rurais concedidos entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, e para capital de giro contratado até 30 de dezembro de 2026. A equalização corresponde ao diferencial entre o custo de captação do recurso e os encargos cobrados do produtor final, sendo paga mensalmente pelo Tesouro aos agentes financeiros.

