Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a imposição de tarifa de 25% pelos Estados Unidos poderá ser negociada somente após as eleições de outubro. O cenário surge após o anúncio das sanções, com a expectativa de que o governo americano aguarde o resultado eleitoral para definir os parâmetros da negociação.
A avaliação do governo indica que os EUA podem reacomodar a urgência da implementação da tarifa, focando no resultado eleitoral. Auxiliares do presidente trabalham com a hipótese de que a negociação das novas taxas ocorrerá após a definição do vencedor nas urnas, visto que Lula e Flávio Bolsonaro representam posições opostas na mesa de diálogo.
Flávio Bolsonaro, em documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), afirmou que a sobretaxa proposta daria a Lula “exatamente a vitória política que ele vem buscando”. Ele sugeriu que a negociação ocorresse após as eleições, pois o cenário político redefiniria a viabilidade de qualquer solução negociada em cerca de noventa dias.
O USTR abriu a investigação em julho de 2025, por determinação do presidente dos EUA, Donald Trump, utilizando a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Entre os pontos criticados pelos americanos está o sistema Pix, no qual o Banco Central atua como regulador e operador, gerando vantagens competitivas sobre empresas privadas estrangeiras.

