O governo brasileiro intensificou negociações com o governo americano desde junho para conter os impactos de uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais. Em um esforço para evitar a sobretaxa, o Brasil ofereceu abertura de mercados, mas recusou concessões em temas como Pix e etanol, segundo o Ministério das Relações Exteriores.
A proposta da nova tarifa foi confirmada pelo governo americano em 1º de junho. Desde então, autoridades dos dois países realizaram mais de 30 reuniões, conforme disse o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Em um encontro anterior, em outubro do ano passado, o presidente brasileiro e o presidente americano conversaram pessoalmente na Malásia.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) listou práticas que geram concorrência desleal, criticando o Brasil em seis áreas. Um ponto de atrito é o setor de serviços de pagamento, onde o USTR alega que o Banco Central do Brasil favorece o Pix em detrimento de empresas americanas, por meio da limitação de tarifas.
Outro ponto de discórdia é o etanol. O USTR aponta que os EUA enfrentam tarifas mais altas sobre o produto brasileiro. Contudo, o ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio (Mdic), Márcio Elias Rosa, afirmou que o etanol nunca esteve na mesa de negociações, por determinação do presidente brasileiro.

