O governo brasileiro repudiou, na noite desta quarta-feira, a decisão dos Estados Unidos de prorrogar por mais um ano as sanções aplicadas ao país sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa). A medida, que se mantém desde 30 de julho de 2025, foi formalizada no diário oficial americano, apesar de a Suprema Corte dos EUA ter derrubado tarifas anteriores.
A nota oficial do Palácio do Planalto afirmou que a declaração de emergência reitera “argumentos infundados e inverídicos” de que o Brasil representa “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”. As alegações americanas citam supostas violações de direitos de livre expressão e direitos humanos, além de perseguição política a um ex-presidente brasileiro e seus apoiadores.
O governo brasileiro declarou que, ao rejeitar a retomada de acusações sem fundamento, reafirma sua soberania e a independência dos Poderes da União, pautados pela Constituição Federal. A decisão dos EUA, publicada no *Federal Register*, é uma exigência formal da lei, mas não implica a criação de novas tarifas ou sanções imediatas.
Especialistas apontam que, embora a prorrogação seja tecnicamente formal, ela sinaliza a possibilidade de adoção de outras medidas econômicas contra o Brasil, além das tarifas, caso a emergência permaneça em vigor.

