As contas do governo central, que incluem Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registraram déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho. O valor é superior à mediana de projeções de mercado e marca um resultado negativo após R$ 53,257 bilhões em maio, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30).
As despesas do governo central cresceram 9% em junho, comparado ao mesmo período de 2025, já considerando a inflação. As receitas totais apresentaram alta real de 10,2% na mesma base de comparação. Em maio, a arrecadação federal com impostos e contribuições somou R$ 264,437 bilhões, o maior valor registrado para junho desde o ano 2000, segundo dados da Receita Federal.
No acumulado até junho de 2026, o déficit primário do governo central atinge R$ 92,227 bilhões. Este número contrasta com o resultado de R$ 11,277 bilhões em junho de 2025, sem correção pelo IPCA. O déficit acumulado no ano é o pior desde 2020.
A meta fiscal para 2026 estabelece superávit primário de 0,25% do PIB. O governo aumentou a estimativa de superávit primário para R$ 10,8 bilhões, ao considerar exceções, mas o resultado esperado para o ano, após deduzir R$ 62,8 bilhões em exceções, permanece negativo em R$ 52 bilhões.


