O governo brasileiro decidiu expulsar do país Sergei Vladimirovitch Tcherkasov, suposto espião russo, e enviá-lo de volta à Rússia. A medida, contudo, depende do fim da pena que ele cumpre por falsidade ideológica em Brasília ou de liberação judicial. Tcherkasov é apontado por órgãos de inteligência como agente russo que usava identidade falsa.
A expulsão é um ato administrativo do Poder Executivo, aplicado a estrangeiros que cometem crimes no território nacional. Segundo a decisão, após a deportação, Tcherkasov ficará proibido de retornar ao Brasil por 30 anos. O governo russo solicita a extradição do cidadão desde 2022, pedido que já havia sido validado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Tcherkasov cumpre pena de cinco anos de prisão em uma penitenciária federal de Brasília. Ele foi detido em Amsterdã, na Holanda, em abril de 2022, quando tentava atuar como estagiário no Tribunal Penal Internacional. Investigadores da Polícia Federal e do FBI apontam que ele usava uma identidade brasileira falsa, mas não encontraram provas de que ele atuou como espião contra o Brasil, indicando que seu alvo seriam os Estados Unidos e países europeus.
Em março de 2023, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos formalizou acusação contra Tcherkasov por crimes como atuação de agente estrangeiro sem autorização. Segundo o FBI, ele fazia parte de um grupo de espiões russos que assumiam diferentes nacionalidades para obter informações estratégicas. A defesa do indivíduo encaminhará a decisão do Ministério da Justiça ao STF para deliberação sobre a expulsão.

